onde trabalhava um mestre que ensinava diferente de tudo o que conheceste. Em sua aula, não dizia “nada sabes, só eu sei”, nem falava assim: “copiem tudo isso que expliquei”. Disse que não era ele só quem tinha que ensinar e falou que todo mundo tinha algo para dar. “Ninguém educa ninguém” Ninguém “dá” educação: “os homens é que se educam, um ao outro, em comunhão”. Ensinando o alfabeto não pediu, como já vi prá escrever “uva”, “vovó” “asa”, “ema” ou “siri”: pediu prá escrever “tijolo”, “enxada”, “trabalhador”, ensinou a escrever “salário” “justiça”, “direito”, “amor”. Depois ele então pedia prá falar nossa opinião pois essas belas palavras estavam nas nossas mãos. Nós sentados sempre em roda íamos tendo consciência de que toda a teoria de que toda a ciência só têm valor para o mundo se ajudam a transformar Se ajudam o homem pobre aos problemas superar. Naquela sala de aula se formava todo dia em nossa humilde cabeça uma linda utopia Podemos mudar o mundo! Prá isso serve aprender! Prá construir a sociedade nossa enxada é o saber! Era assim como se dava cada aula deste mestre e no fim não tinha nota nem tinha prova, nem teste: Cada um ia falando se se sentia aprovado porque percebia em si como ele tinha mudado. Tu também vais hoje à escola? Tu também tens o teu mestre? E tu, como te avalias No fim de cada bimestre? Quanto é que tu mudaste em razão e sentimento? O que deste tu ao mundo com o teu conhecimento? Não te esqueças de uma coisa: se acaso o teu professor não te vê como pessoa, não procura teu valor Se contigo nada aprende se não pode te escutar e apenas nas suas provas é que podes te expressar Se não fala de justiça se não quer transformação se não vê na aprendizagem um instrumento da ação Se ele nunca põe afeto na sua aula exemplar e é só ele quem escolhe a matéria que vai dar Fala a ele desse mestre que acabei de te falar Conta a ele dessa escola onde se pode sonhar Quem sabe ele te escute e juntos possam viver a fascinante aventura que se chama aprender. | ||
Meu blog foi criado como atividade proposta da disciplina Educação e Multimeios ministrada pela querida Profa. Márcia Adriana. E logo pensei nele como uma forma de registrar minhas experiências tanto na vida acadêmica como na vida pessoal.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
O que queres da educação?
A educação que desejamos parte da liberdade de escolha e autonomia do aluno, cujo professor se torna um orientador e não um ditador, um mestre a ser seguido. No entanto, a educação que é aplicada no modelo educacional ainda é muito tradicional cheia de regras sem flexibilidade... O desejo de transformação da educação que se almeja pode ser facilmente identificada no texto "Era uma vez" de Paulo Freire, disponível na página da UOL/Educação
Fonte: página da UOL/Educação disponível no site http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=551&cod_canal=35
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Marcia Adriana disse... Geudia, esta reflexão é pertinente e relevante, pois propicia aos educadores uma auto- avaliação de sua prática docente. Afinal, o que eu como docente desejo? O que desejo que o meu aluno aprenda? Quais as maravilhas que estou partilhando e aprendendo em um dialógo intenso com minha turma? Enfim, estas e outras questões devem ser feitas sempre e sempre, pois na sala de aula, jamais ensinamos ou aprendemos sozinhos... A aprendizagem é um processo dialógico e sinto, observar que muitos não compreendem isto, optando por assumirem uma postura autoritaria e grosseira com sua turma, onde medo passa a ser sinonimo de repeito e, o aluno é visto como uma caixa, em que nada tenha a contribuir, somente a abservor... É TRISTE ESTA POSTURA!!! POR ISTO A IMPORTÂNCIA DE SUA REFLEXÃO, QUE MOSTRA QUE A EDUCAÇÃO, COMO NOS DIZ DURKHEIM É UM DIALOGO, É DUAL, É PLURAL!! TODOS ENSINAMOS E APRENDEMOS ALGO JUNTOS... Obrigada pela partilha!! Admiro-te!!
ResponderExcluirPaz e bem
Profª Marcia Adriana